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Hellen Jambor


Brasil

Caderneta da Gestante do governo Lula sugere aborto e cita “pessoas que gestam”

Para especialistas, um documento que é destinado às mulheres em pré-natal não deveria falar sobre o aborto provocado. (Foto: Rafael Nascimento/MS)

Por Hellen Jambor - Jornalista da 96FM

A nova versão da Caderneta da Gestante lançada pelo Ministério da Saúde virou alvo de críticas após incluir orientações sobre aborto e substituir termos como “mulher” e “mãe” por expressões como “pessoas que gestam”.

O documento foi apresentado no último dia 12 de maio pelo ministro Alexandre Padilha e também passou a ter versão digital pelo aplicativo Meu SUS Digital.

A polêmica começou após médicos ligados ao Conselho Federal de Medicina criticarem o conteúdo da nova cartilha. O obstetra Raphael Câmara afirmou que não faz sentido tratar sobre aborto em um material voltado para acompanhamento pré-natal.

O documento traz capítulos sobre “gestação não planejada” e “gestação não desejada”, além de orientar mulheres vítimas de violência sexual a procurarem atendimento em unidades de saúde.

Outro ponto criticado foi o uso da expressão “pessoas que gestam”, considerada por especialistas como uma tentativa de retirar a centralidade feminina da maternidade.

O Ministério da Saúde afirmou, em nota, que a caderneta aborda temas relacionados ao pré-natal, parto, saúde mental, violência e direitos das mulheres, mas não respondeu diretamente aos questionamentos sobre aborto.

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