Detido em abril de 2025 no âmbito de uma investigação de estelionato, o influenciador Gleiciano Azevedo Junior, conhecido como Júnior Azevedo, tem usado as redes sociais para relatar sua rotina no sistema prisional. Atualmente em prisão domiciliar, ele criou um novo perfil no Instagram — após o anterior ser desativado — que já ultrapassa 12 mil seguidores.
Em uma das publicações, Júnior contou como funciona a depilação masculina dentro da cadeia. Segundo ele, o procedimento acontecia às terças-feiras e durava entre 1h30 e 2h. “Não pode ter vergonha, porque todo mundo fica pelado no pátio”, relatou. Ele afirmou ainda que, além de barbeadores, alguns detentos utilizavam linhas para remover os pelos.
Conhecido também por sua transformação estética, Júnior Azevedo declarou em 2024 ter gasto mais de R$ 100 mil em cirurgias plásticas para se parecer com o ator Cauã Reymond. Ele afirma estar “80% parecido” com o galã da Globo e planeja novos procedimentos. Segundo o influenciador, o próprio médico perguntou se ele tinha uma referência, e Cauã foi a escolhida.
Em vídeos publicados no Instagram e no TikTok, Júnior revelou que ficou seis meses preso na Casa de Privação Provisória de Liberdade V (CPPL5), em Itaitinga (CE), unidade destinada a pessoas LGBTQIA+. A prisão ocorreu em 2 de abril de 2025, quando ele retornava da Tailândia e foi detido pela Polícia Civil do Ceará.
De acordo com o influenciador, policiais civis chegaram à sua residência por volta das 5h40, com mandado de prisão relacionado a uma investigação de estelionato que apura o desvio de cerca de R$ 300 mil. Júnior estava entre os 17 influenciadores investigados.
A prisão ocorreu no contexto da Operação Quéfren, deflagrada pela Polícia Civil do Ceará em conjunto com as polícias civis de São Paulo, Mato Grosso e Pará. A ação teve como objetivo desarticular um esquema de divulgação e incentivo a jogos ilegais no Brasil. A operação foi realizada simultaneamente em municípios do Ceará, além de Santana de Parnaíba (SP), Cuiabá e Várzea Grande (MT) e Marabá (PA). Ao todo, foram expedidos 13 mandados de prisão, 17 de busca e apreensão, 23 de busca veicular e 15 de bloqueio de bens e valores.
Já no sistema prisional, Júnior também relatou restrições do cotidiano, como alimentos proibidos, regras para corte de cabelo e crimes considerados inadmissíveis entre os detentos, especialmente os relacionados a crianças e violência contra mulheres.
A reportagem procurou a defesa de Júnior Azevedo, mas até a última atualização não houve manifestação. O espaço segue aberto para posicionamento.