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Edmo Sinedino


Igor Bahia aprovado, Emanoel voltando, agora sim, o ABC tem centroavantes!

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Uma partida. Analisar por uma só apresentação é um risco, sempre. Não conhecia o Igor Bahia. Acho que devo ter assisitido alguns pedaços de partidas suas contra nossas equipes, mas dificilmente um jogador adversário me chama a atenção para que fique marcado. Na primeira aparição deste centroavante, critiquei-o, achei-o ruim de bola, só reconheci o fato dele não dar boa vida aos zagueiros.

Nos jogos valendo três pontos, estreia do ABC, vitória de 2 a 0 sobre o bom time do Laguna, já notei diferenças: ele não é refinado, não é um primor de técnica, mas é o atacante que todo torcedor gosta de ver no seu time. Lutador, faz seu papel, abre espaços,  não é fominha, e não desiste nunca infernizando defensores. Já mereceu elogios e apagou totalmente a primeira má impressão.

No entanto, centroavante vive de gols, e ele não marcou. Perdeu uma chance na frente do goleiro Dã Moroni, mesmo assim, ainda foi de fundamental importância dando assistência para o segundo gol em cabeceio para o Lucas Souza. Contra o Potiguar, em Serra do Mel, 2 a 0, e nada de gol do Igor Bahia. O que é mais incrível, foi votado, assim como na primeira partida, para melhor em campo.

E veio a partida contra o Santa Cruz. Qualquer um já entraria pressionado, querendo fazer seu gol, se irritando, trombando, cobrando passes certos, mas ele não. Inclusive teve até motivos para reclamar, pois grandão como é, os cruzamentos dos alas, atacantes, não chegavam na sua direção e vinham quase sempre baixos, facilitando para seus marcadores.

ABC faz 1 a 0, gol de volante,  e nada de Igor Bahia balançar as redes. De repente, lançamento preciso nas costas dos defensores do Santinha, ele recebe e arranca, poderia ter avançado área a dentro para fazer o seu, mas olha, vê o companheiro Thiaguinho livre, em bem melhor situação, faz o passe e vai para o abraço feliz da vida. Mais uma assistência de Igor.

Veio segundo tempo, o ABC faz 3 a 0 com Lucas Marques, 4 a 0 com o capitão Edson, de novo. Mas o melhor estava reservado para Igor Bahia. Uma triangulação perfeita - Wallyson, Lima, Jeferson passa, recebe, faz passe primoroso para trás e o atacante faz o seu, desencanta. Pela assistência, gol e participação é eleito o melhor em campo. Merecido.

Vou repetir o "mantra": o futebol é misterioso, cheio de altas e baixos, mas, diferente do ano passado, o ABC encontrou seu centroavante. E vai ter dois de ótimo nível: ele e Emanoel, que está voltando cheio de vontade.

 

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