Logo 96FM

som+conteúdo

Banner_Iluminacao_1366x244px.gif

Política

Eduardo Bolsonaro grava vídeo em inglês pedindo pressão internacional contra resultado eleitoral

sampi_6adf7e6787d3f.webp

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou, na madrugada desta segunda-feira (26), um vídeo em inglês no X em que pede à comunidade internacional que não reconheça o resultado da eleição presidencial brasileira. Sem apresentar evidências concretas de fraude, ele contestou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que derrotou seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno.

Na gravação, de 4 minutos e 21 segundos, Eduardo solicita o compartilhamento da mensagem e defende a anulação da votação. “Como Flávio disse, precisamos cancelar esta eleição. Ela foi claramente fraudulenta. Mas precisamos de pressão internacional. Precisamos que vocês compartilhem este vídeo”, afirmou, em tradução para o português.

O ex-deputado classificou a virada como “estatisticamente impossível” e argumentou que candidatos eliminados no primeiro turno tinham posições próximas às do bolsonarismo. Também citou pesquisas eleitorais e apostas na plataforma Polymarket. Flávio havia terminado a primeira etapa com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. O apoio de candidatos derrotados, porém, não implica transferência automática dos votos de seus eleitores.

No segundo turno, Lula alcançou 51,79% dos votos válidos, com 64,2 milhões, enquanto Flávio recebeu 48,21%, equivalentes a 59,8 milhões. Entre as duas etapas, o número de eleitores que não compareceram caiu de 33 milhões para 30 milhões. Os votos brancos e nulos também diminuíram, passando de 5,9 milhões para 4,1 milhões.

Prorrogação da votação é alvo de contestação

Eduardo também questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de ampliar a votação por duas horas. As duas campanhas haviam solicitado prorrogação: a de Lula pediu extensão nacional, alegando dificuldades no transporte público; a de Flávio solicitou a medida em 19 cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, por problemas como chuvas, alagamentos e falta de energia.

Zanin inicialmente determinou a ampliação nacional em uma ação da coligação de Lula. Depois, esclareceu que a decisão se aplicava apenas aos locais onde as urnas ainda não haviam sido fechadas, orientação confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eduardo criticou a atuação do ministro e alegou que ele não teria legitimidade para interferir no pleito por não integrar a Justiça Eleitoral.

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, descartou que a decisão tenha provocado alterações substanciais no resultado e declarou ter “absoluta segurança de todo o processo eleitoral”. O tribunal também negou que fiscais do PL tenham sido retirados da sala-cofre: segundo a Corte, o espaço não é aberto à visitação, e representantes da legenda acompanharam a totalização em uma área destinada à fiscalização.

Após a divulgação do resultado, Flávio anunciou que pedirá a anulação da eleição, sob a alegação de que a extensão do horário favoreceu Lula. A equipe jurídica da campanha acionou seus setores técnicos para analisar os procedimentos. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu o respeito à vontade dos eleitores, enquanto as autoridades eleitorais mantêm a validade do processo.

Deixe o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado