Foto: Globo/ Manoella Mello
O candidato do partido Novo à Presidência da República, Romeu Zema, participou de sabatina transmitida ao vivo nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (24). Durante a entrevista, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que, caso seja eleito, pretende adotar medidas de ajuste fiscal capazes de derrubar a taxa básica de juros, a Selic, dos atuais 14% para 6% ao ano. No entanto, o candidato não detalhou quais seriam essas ações fiscais nem explicou de que forma alcançará a redução na taxa.
No campo trabalhista, Zema garantiu que assegurará a reposição da inflação no reajuste do salário mínimo, afirmando que “ninguém vai ter perda”.Contudo, pontuou que um aumento com ganho real ficará condicionado ao crescimento econômico do país.
Economia e Dívida Pública
Questionado sobre o aumento da dívida pública mineira durante sua gestão, o candidato atribuiu o déficit a heranças dos anos 1990 e aos juros cobrados pelo governo federal. Zema ressaltou que não realizou novos empréstimos em seus quase oito anos à frente do Executivo estadual e que encerrou o mandato com superávit fiscal.
Sobre privatizações, defendeu seu histórico de desestatizações em Minas Gerais e reiterou a intenção de expandir o modelo para o âmbito federal. Em relação à Previdência, pontuou que não planeja alterar a idade mínima para aposentadoria a curto prazo, condicionando futuras mudanças a indicadores demográficos e à formalização do mercado.
O presidenciável também abordou temas polêmicos e de segurança pública. Declarou-se contrário à obrigatoriedade da imunização infantil, avaliando que o foco do governo deve ser a conscientização da população brasileira.
Sobre os atos de 8 de janeiro, afirmou que concederá anistia aos condenados pelos atos golpistas de 2023, classificando as decisões do STF como de cunho político. Citou o modelo de El Salvador como fonte de inspiração para endurecer o combate ao crime dentro dos limites da lei brasileira e, no combate ao feminicídio, destacou a necessidade de ampliar delegacias especializadas para mulheres, fortalecer casas de acolhimento e utilizar tecnologia, como tornozeleiras eletrônicas monitoradas.
A série de entrevistas da emissora segue ao longo da semana com os demais candidatos ao Palácio do Planalto.
Com informações do G1