Trabalhadores dos Correios iniciam nesta sexta-feira (11) uma greve por tempo indeterminado em diversos estados do país. No Rio Grande do Norte, o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos (SINTECT-RN) está entre as entidades que aprovaram a paralisação. Com informações do g1.
A greve foi aprovada em assembleias realizadas na noite de quinta-feira (10), após as negociações da campanha salarial terminarem sem acordo. A paralisação envolve sindicatos de diferentes regiões e tem como um dos principais pontos de impasse o plano de saúde dos funcionários.
Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), os trabalhadores são contrários a mudanças no plano de saúde e afirmam que as negociações e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) não chegaram a um entendimento.
Ainda não foram divulgados detalhes sobre a extensão da paralisação e os impactos imediatos no atendimento e nas entregas dos Correios no Rio Grande do Norte.
Em nota, os Correios informaram que adotaram um Plano de Continuidade de Negócios para reduzir os impactos da greve. Entre as medidas estão o remanejamento de equipes, reforço das atividades operacionais e ações logísticas para manter a regularidade das entregas.
A empresa afirma ainda que apresentou uma proposta que contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente, incluindo reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, além da manutenção da assistência à saúde dos empregados.
Crise financeira
A paralisação ocorre em meio à crise financeira enfrentada pelos Correios. A empresa acumula 15 trimestres consecutivos de resultados negativos e registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026.
Os Correios também aguardam um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, previsto para ser recebido até 15 de setembro, segundo informações divulgadas pela empresa nas demonstrações financeiras do primeiro semestre.
A greve também conta com a adesão de sindicatos de estados como Paraíba, Pernambuco, Ceará, Bahia, Alagoas, Sergipe, Maranhão, além de outras regiões do país.
O que dizem os Correios
Os Correios afirmam que estão empenhados em manter a prestação dos serviços postais durante a paralisação e que as medidas adotadas têm como objetivo minimizar eventuais impactos aos clientes.
A empresa também declarou compromisso com a valorização dos empregados e informou que apresentou proposta de acordo contemplando a maior parte das cláusulas em negociação.