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Política

PT sugere que TSE proíba impulsionamento de críticas a governos na pré-campanha

Enquanto Lula prepara sua campanha à reeleição, PT vai ao TSE pedir restrições em redes sociais. (Foto: Andre Borges/EFE)

O PT sugeriu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a retirada, das regras eleitorais, de um dispositivo que autoriza a crítica aos governos no período de pré-campanha, com impulsionamento pago das postagens. A sugestão foi apresentada no âmbito de uma audiência pública sobre as regras eleitorais, que iniciou nesta terça-feira (3) e seguirá até quinta-feira (5). A informação é da Gazeta do Povo.

A consulta é presidida pelo ministro Nunes Marques. O Tribunal apresentou minutas de resoluções e, em cima delas, seguiram-se as sugestões. Uma delas previa que "não caracteriza propaganda eleitoral antecipada negativa a crítica ao desempenho da administração pública, realizada por pessoa natural, ainda que ocorra a contratação de impulsionamento, desde que ausentes elementos relacionados à disputa eleitoral." Hoje, o impulsionamento de tais conteúdos é vedado.

A legenda contesta a permissão alegando que "toda crítica formulada por pré-candidato à gestão pública, nesse período, é inevitavelmente associada ao pleito vindouro; do contrário, sequer haveria razão para a regulamentação específica das práticas de pré-campanha."

O PT ainda trata, nas sugestões, da inteligência artificial. A ideia é não apenas proibir o uso nos materiais de campanha, como também inverter o ônus da prova: caberia ao acusado comprovar que a imagem é autêntica, e não ao acusador comprovar sua falsidade. Outra proibição proposta pela legenda é à existência do que chamou de "indústria dos cortes", que propaga a divulgação de vídeos curtos, em especial trechos de falas de candidatos e pré-candidatos.

O partido deve usar a palavra na audiência desta quarta-feira (4), para defender sua proposta. No mesmo dia, falarão o Republicanos, o PCdoB e o PSD. A participação do PL está prevista para a quinta-feira (5). Após as sugestões, serão redigidas as versões finais das resoluções, que passarão pela votação no plenário do TSE.

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