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Segurança

Presos fazem papel de carcereiros em Alcaçuz por falta de policiais penais

Relatório mostra baixo efetivo, guaritas desativadas e falta de vigilância externa | Foto: Adriano Abreu

Um relatório produzido pela direção da Penitenciária Estadual de Alcaçuz revela que, por falta de policiais penais, presos que trabalham na unidade estão recebendo as chaves das celas para trancar outros detentos. Os chamados “presos pagadores” passaram a exercer uma função que, segundo a própria direção, deveria ser exclusiva dos policiais penais. O documento classifica a situação como “alarmante”.

O relatório de agosto também aponta um policial penal para cada 315 presos em um dos setores, guaritas desativadas, rondas externas que deixam de ser realizadas e dezenas de câmeras com problemas ou fora de funcionamento. Em um dos plantões citados, um setor chegou a começar o serviço com apenas um policial. Cerca de 90 presos que trabalham nas oficinas deixam diariamente os pavilhões, e a falta de vigilância nesses locais é apontada como um “alto risco de fuga”.

A situação ocorre em meio a 17 fugas registradas desde maio no Complexo Penal de Alcaçuz, além de tentativas e indícios de preparação para novas evasões. O relatório cita abertura no teto de cela, cordas artesanais e danos na alvenaria. A Seap afirmou que não comenta questões de segurança, mas declarou que Alcaçuz “se mantém sob controle, com segurança e disciplina”. A secretaria também informou que a unidade passou por uma revista estrutural nesta semana, sem apreensão de celulares ou outros aparelhos de comunicação.

 

Com informações da Tribuna do Norte

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