Gianni Infantino, presidente da Fifa, foi novamente alvo de uma denúncia formal. A ONG britânica FairSquare apresentou uma queixa à Comissão de Ética da entidade, segundo informações do jornal francês L’Équipe. A organização aponta possíveis abusos de poder e reuniu oito episódios para sustentar a acusação.
Um dos principais pontos levantados envolve a relação entre Infantino e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. De acordo com a ONG, a proximidade entre os dois teria contribuído para possíveis “violações de regras de neutralidade política” dentro da Fifa.
A FairSquare também mencionou o episódio envolvendo Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026. O atacante dos Estados Unidos havia recebido cartão vermelho nas oitavas de final, mas a punição acabou sendo anulada. Segundo a denúncia, a decisão teria ocorrido após pressão de Trump, permitindo que o jogador disputasse a partida seguinte, contra a Bélgica.
Outro episódio citado foi o chamado Prêmio da Paz da Fifa, criado em 2025 e entregue pelo próprio Infantino a Trump. Para a organização, a condecoração também levantaria questionamentos sobre a relação entre a entidade esportiva e interesses políticos.
Esta é a segunda iniciativa da FairSquare contra Infantino neste ano. Em julho, a ONG levou uma reclamação ao Comitê Olímpico Internacional (COI), alegando que o dirigente teria violado o princípio de independência em relação a interesses políticos e comerciais previsto na Carta Olímpica. O COI, entretanto, rejeitou a denúncia.