Luana Piovani foi contatada por um sindicato para produzir conteúdos para as redes sociais contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2023, que prevê a autonomia financeira e orçamentária do Banco Central (BC). A informação é do Metrópoles.
De acordo com a Folha de S. Paulo, a atriz recebeu R$ 300 mil para criticar o texto. A contratação está registrada na ata de uma reunião extraordinária de trabalho do Conselho Regional do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), realizada no último dia 6, véspera da votação da PEC na Comissão de Constituição (CCJ) e Justiça do Senado.
Mais detalhes
O documento apontou que a escolha da artista para representar a campanha de comunicação institucional foi baseada em sua “atuação pública em manifestações relacionadas a temas de interesse social e a propostas consideradas prejudiciais à população” nas redes sociais, que contam com mais de 5,6 milhões de seguidores.
A ata ainda relatou que o valor do contrato de Luana Piovani foi levantado completamente com receitas provenientes das contribuições mensais dos servidores filiados à instituição.
“A Presidente ressaltou que, para a campanha salarial de 2027, pretende propor ao CR DF investir em publicidade na TV, rádio etc. Pois seria de extrema importância a divulgação da relevância do trabalho dos servidores do BC para a sociedade enfatizando as pautas aprovadas pela categoria”, afirmou o documento.
A publicação de Luana Piovani
No vídeo, publicado no Instagram no dia 9, a atriz alertou: “Meu poovo, bora ficar atentos que as PECs tão aí!!! Vejam essa ultima: a PEC do Banco Central. 💰💰💰”, começou ela, antes de completar:
“A Pec do Banco Central não é sobre autonomia, ela pretende mudar a natureza jurídica da instituição. Essa PEC 65 é um tapa na cara do povo! O Banco Central exerce funções típicas de Estado: fiscalização, regulação, emissão de moeda e poder de polícia”, observou ela.
E finalizou: “Os recursos provenientes de ativos financeiros administrados pelo Banco Central são do povo brasileiro, não podem ser usados para bancar uma instituição apartada do Estado e a mercê dos interesses do mercado financeiro e dos bancos. A garantia da gratuitidade do PIX é manter o BC como autarquia, com servidores estatutários e carreira típica de Estado”, declarou.