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Internacional

Negociação entre EUA e Irã entra na "fase de nível de especialistas”

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, se reúne com o primeiro-ministro paquistanês Sharif antes das negociações com o Irã  • PRIME MINISTER'S OFFICE HANDOUT VIA REUTERS

As negociações entre o Irã e os Estados Unidos entraram na "fase de nível de especialistas", em que comitês especializados em questões econômicas, militares, legais e nucleares se reúnem, informou o governo do Irã no X neste sábado (11).

A informação é da CNN. As negociações continuam "finalizando os detalhes técnicos", acrescentou o post.

A delegação do Irã é composta por 71 pessoas, incluindo negociadores, especialistas, representantes da mídia e de segurança, informou a agência estatal Tasnim, enquanto os EUA também trouxeram um "conjunto completo de especialistas em áreas relevantes", disse um alto funcionário da Casa Branca. "Especialistas adicionais" estão oferecendo apoio a partir de Washington, acrescentou o oficial.

"Cara a Cara"

As conversas de paz de deste sábado (11) entre os EUA e o Irã estão acontecendo "cara a cara", disseram fontes iranianas à CNN.

Anteriormente, a CNN informou que as negociações em Islamabad estavam em andamento, sem saber ao certo se elas seriam conduzidas através de intermediários ou não.

Um funcionário dos EUA e uma fonte regional disseram à CNN na sexta-feira (10) que as negociações de alto risco seriam indiretas e diretas.

Essas serão as conversas de mais alto nível entre EUA e Irã desde a Revolução Islâmica de 1979 e as primeiras negociações oficiais presenciais entre os dois lados desde 2015, quando chegaram a um acordo sobre o programa nuclear iraniano.

Há um clima de tensão e incerteza para as negociações. Isso porque o Irã insiste que Israel deve parar com os ataques no Líbano, pontuando que isso faz parte do acordo para suspensão dos combates. Além disso, o principal negociador iraniano destacou que há "boa vontade" de Teerã, mas que não confia nos EUA.

Já Israel e os Estados Unidos afirmam que o conflito no Líbano não faz parte do acordo. As forças israelenses fizeram os maiores ataques ao país vizinho desde o início da guerra nesta semana, matando mais de 350 pessoas.

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