O ex-lateral Marcelo abriu o jogo sobre sua conturbada saída do Fluminense e o encerramento de sua trajetória nos gramados. O vínculo com o clube carioca foi rompido após um desentendimento público com o técnico Mano Menezes, ocorrido à beira do campo durante um confronto contra o Grêmio, no Maracanã.
A informação é da CNN. Na ocasião, aos 45 minutos do segundo tempo, o treinador solicitou a entrada de Marcelo no lugar de Lima. Contudo, ao receber as instruções finais, houve um atrito. Irritado com uma fala do atleta, Mano ordenou que ele retornasse ao banco de reservas. Em entrevista à Romário TV, Marcelo esclareceu sua versão dos fatos.
"Não foi entrar no minuto 45 que eu fiquei chateado. Foi uma coisa que já tinha acontecido antes durante a vinda desse treinador. E a situação não estava legal. Ele não falava comigo durante os treinamentos. Naquele momento ele me abraçou falando comigo. E eu falei o seguinte: 'Não precisa fazer isso porque normalmente você não fala comigo'. Ele me empurrou e falou que eu não ia entrar, contou complementando", disse o ex-jogador do Real Madrid.
"Fiquei quieto, porque respeito sempre os mais velhos. Poderia ter feito uma coisa mais grave, mas pelo respeito que tenho pelo Fluminense, pelos torcedores que estão ali, muitas crianças, eu preferi ficar na minha, calado. Levei um empurrão para casa, mas para mim está tudo bem", concluiu.
Rescisão e aposentadoria
O incidente foi o ponto final de uma relação que já estava desgastada. No dia 2 de novembro de 2024, após reuniões no CT e o ajuste de cláusulas jurídicas e comerciais, a rescisão foi oficializada. Aquele episódio também marcou o fim da carreira de Marcelo; três meses depois, em fevereiro de 2025, o craque anunciou sua aposentadoria definitiva.
Mesmo com o adeus repentino, o ídolo tricolor garante que o carinho pelo clube permanece intacto.
"Não, porque a minha história com o Fluminense é muito grande. Muito maior do que problema que eu tenha tido com qualquer treinador. Sou tricolor, amo o Fluminense de paixão. Tudo que o clube fez por mim, não tem como eu fazer uma coisa ruim e desagradável com o Fluminense. Acho que a maneira como eu saí ou na hora, era a hora que eu tive que sair. Eu tenho um estádio com meu nome dentro de Xerém. Não tem como a minha história ser manchada por um momento isolado", finalizou.