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Esporte

Jornal destaca novas regras do Brasileirão para jovens e estrangeiros: “Revolução no Brasil”

Brasileirão: veja mais detalhes sobre a taça do campeonato (Lucas Figueiredo/CBF/Flickr)

As mudanças aprovadas pela CBF para o Campeonato Brasileiro a partir de 2027 ganharam repercussão na imprensa internacional. O jornal espanhol AS classificou as alterações como uma “revolução” no futebol brasileiro, destacando principalmente as novas regras para inscrição de jogadores e a redução gradual do limite de estrangeiros.

A partir da próxima temporada, os clubes continuarão podendo registrar até 50 atletas no Brasileirão, mas os nomes serão distribuídos em duas listas. A Lista A será destinada ao elenco principal, enquanto a Lista B será composta exclusivamente por jogadores Sub-23. Não haverá a exigência de que esses jovens tenham sido formados nas categorias de base do próprio clube.

Outra mudança aprovada pela CBF envolve os estrangeiros. Atualmente, cada equipe pode relacionar até nove jogadores de outros países por partida. O limite cairá para oito em 2027 e será reduzido gradualmente até chegar a cinco atletas estrangeiros por equipe em 2030. Segundo o AS, a intenção da entidade é ampliar o espaço para jogadores brasileiros mais jovens.

O periódico espanhol também chamou atenção para o envelhecimento do Brasileirão. Segundo estudo apresentado pela CBF Academy aos clubes, a idade média dos jogadores da Série A passou de 27,3 anos em 2021 para 28,5 em 2026, maior índice entre as seis ligas analisadas pela entidade. A participação de atletas Sub-23 também é menor: eles foram responsáveis por 13,8% dos minutos disputados no campeonato em 2026, contra 38% na França, 32% na Inglaterra, 31% na Espanha, 28% na Alemanha e 28% na Itália.

As medidas fazem parte de uma estratégia da CBF para aumentar gradualmente a presença de jogadores mais jovens na principal competição nacional. A entidade sustenta que as mudanças podem contribuir para a formação de atletas e para o desenvolvimento dos clubes no médio e longo prazo, sem eliminar a participação de estrangeiros no futebol brasileiro.

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