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Política

Estratégias eleitorais recentes de Lula acendem alerta vermelho na campanha

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Levantamentos internos acenderam o sinal amarelo no QG da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seus marqueteiros. O cálculo é de que manobras recentes para impulsionar a candidatura, como a proibição repentina das bets e a decisão do ministro Flávio Dino de liberar publicações falsas sobre a Padroeira contra Flávio Bolsonaro (PL) sob o argumento de liberdade de expressão podem ter saído pela culatra. A avaliação nos bastidores é de que o excesso de oportunismo acabou empurrando eleitores indecisos e apoiadores de outros nomes diretamente para a base de Flávio Bolsonaro.

Efeito colateral e voto útil

A guinada inesperada no humor do eleitorado enfraquece a estratégia petista. A tendência de voto útil em curso ameaça encolher o desempenho esperado de candidatos nanicos da oposição (como Caiado, Zema, Cury e Renan Santos), que juntos pretendiam abocanhar de 11% a 13% dos votos no primeiro turno para desidratar Flávio Bolsonaro.

Calculada imprudência

No caso das bets, a equipe de marketing falhou ao não alertar o presidente sobre o impacto negativo de desagradar massivamente clubes de futebol e torcedores em todo o país. Além do desgaste com o esporte, críticos apontam miopia na medida: proibir as plataformas legais acabou entregando de bandeja um mercado estimado em R$ 100 bilhões para o setor clandestino e marginal.

Com informações da Coluna Cláudio Humberto/Diário do Poder

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