O crime que vitimou a menina Pétala, de 7 anos, ocorreu no conjunto Leningrado, na zona Oeste de Natal, e tem como autor confesso José Alves, de 24 anos, ex-padrasto da criança. Ele foi preso na segunda-feira após a mãe da vítima procurar a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa para relatar o desaparecimento da filha. Durante as diligências, os investigadores localizaram o suspeito no local de trabalho e, ao ser interrogado, ele confessou o crime e indicou onde havia ocultado o corpo.
A polícia foi levada até o local indicado, onde encontrou o corpo da criança enterrado em uma cova rasa. Segundo informações iniciais, a vítima estava com uma sacola amarrada na cabeça e as mãos presas para trás com um fio.
Durante os primeiros depoimentos, José Alves afirmou ter cometido abuso antes de matar a menina. No entanto, posteriormente, durante a audiência de custódia, ele mudou a versão e passou a negar o abuso, mantendo apenas a confissão do homicídio. Ainda na audiência, o suspeito apresentou uma nova versão, alegando que teria planejado um suposto sequestro da criança com a participação da mãe. Ele afirmou que possuía itens como máscara, capa, spray de pimenta e ferramentas que seriam usadas na ação.
Apesar das versões apresentadas, ao ser questionado diretamente pela Justiça, o acusado confirmou o crime, respondendo que matou a criança e enterrou o corpo no local onde foi encontrado.
As investigações apontam que o crime pode ter sido motivado para atingir emocionalmente a mãe da vítima, sendo tratado como um caso de violência vicariante. Também foi revelado que o suspeito já possuía antecedentes por crimes como importunação sexual e violência doméstica.
O corpo da menina passou por exames da perícia, e o laudo técnico deve ser concluído em até 30 dias para esclarecer as causas da morte e confirmar se houve abuso. Após a audiência, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva, e o suspeito permanece à disposição da Justiça.
Detalhes do caso foram apresentados com exclusividade pelo repórter Vander Varela durante o programa O Povo no Rádio, que trouxe novas informações sobre a dinâmica do crime e os desdobramentos da investigação.
O sepultamento de Pétala ocorreu sob forte comoção no cemitério do Alecrim, reunindo familiares, amigos e moradores, em mais um capítulo de um caso que gerou grande revolta na população.