O presidente do STF, ministro Edson Fachin, cobrou esclarecimentos da área técnica da Corte sobre os critérios usados para distribuir a notícia-crimeapresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus filhos, Flávio e Eduardo Bolsonaro. A informação é do R7.
“À Coordenadoria de Processamento Inicial da Secretaria Judiciária para que preste esclarecimentos sobre os critérios de distribuição”, disse.
Nesta semana, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou um documento ao STF no qual defende que o ministro André Mendonça seja o relator da notícia-crime.
A PGR defendeu Mendonça porque o caso já é alvo de uma apuração sob relatoria do ministro. O atual relator, ministro Alexandre de Moraes, enviou o processo para a Presidência da Corte definir a tramitação.
Pedido
No dia 18 de maio, o deputado federal Lindbergh Farias pediu ao STF para incluir, na investigação que apura a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro, os nomes de Flávio Bolsonaro — apontado como possível operador político e financeiro da captação milionária junto a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master — e Jair Bolsonaro, que teria sido o beneficiário político direto da operação.
Segundo a petição, Flávio Bolsonaro teria cobrado dezenas de milhões de dólares de Vorcaro sob a justificativa de financiar o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Bolsonaro.
O documento cita reportagens publicadas em maio de 2026 que apontam negociações entre US$ 24 milhões e US$ 26,8 milhões para a produção audiovisual.
A petição sustenta que o caso precisa ser investigado porque haveria uma “contradição central”: se Flávio Bolsonaro teria solicitado os recursos para o filme, mas a produtora afirma não ter recebido valores de Vorcaro, seria necessário rastrear o destino do dinheiro.