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Brasil

Beto Louco e Primo: Veja quem são os acusados de liderar esquema do PCC em combustíveis

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Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo, são apontados como responsáveis por articular o esquema bilionário de fraudes envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a Faria Lima, principal polo financeiro do país, no setor de combustíveis.

A dupla está foragida e fechou um acordo de delação premiada com o Ministério Público da Bahia recentemente, após ter o mesmo acordo recusado pela promotoria de São Paulo no início de maio.

Beto Louco é um empresário brasileiro. Foragido há mais de sete meses, ele é apontado como gestor financeiro do grupo Copape/Aster, que opera a produção e distribuição de combustíveis.

As companhias foram adquiridas em 2020 por R$ 52 milhões para a produção e distribuição de combustíveis, mas teriam sido usadas para lavagem de dinheiro do crime organizado e fraude de créditos tributários, como apontam as investigações.

Junto do sócio Mohamad Hussein Mourad, o Primo (também foragido), Beto Louco integra um grupo que dominava toda a cadeia de produção de combustível, desde as usinas de etanol até postos de gasolina por todo o país. Para baratear a fabricação, o grupo adulterava os combustíveis com a adição de metanol.

Enquanto Primo centralizava a compra de usinas, postos e distribuidoras, sendo considerado o epicentro do esquema, Beto era o responsável por manter o esquema invisível, criando camadas societárias complexas que dificultavam a identificação dos verdadeiros beneficiários, um método inspirado em offshores e shell companies.

O grupo é suspeito de controlar uma rede de mais de 1.200 postos de gasolina, que movimentou mais de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, com baixa arrecadação de impostos.

Mohamad Hussein Mourad, o Primo, é apontado pela investigação como “epicentro das operações” do esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro no ramo de combustíveis.

Segundo as autoridades ele atuava em “toda a cadeia produtiva do setor”. Com a compra da formuladora Copape, considerada uma das maiores empresas de posto de vombustível “bandeira branca” do país, e da distribuidora Aster, Primo teve capilaridade da matéria-prima, com as usinas de etanol, passando por distribuidoras, transportadoras, fabricação, refino, armazenagem, redes de postos de combustíveis e conveniência.

Ele também foi um dos alvos da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025, que investigou diversas fraudes em combustíveis, com desdobramentos em lavagem de capitais, fraudes tributárias e estelionato. Nesta quinta-feira (28/5), o Ministério Público e a Receita Federal deflagraram a segunda fase da operação, que identificou mais seis fintechs atuantes no esquema criminoso.

Mohamad se apresenta como dono da G8 Log, uma empresa de transportes, mas que, segundo a investigação, é uma empresa de fachada usada para “ocultar e blindar a frota de veículos e para a lavagem de capitais”.

A G8 Log não tem frota própria. Os caminhões da empresa estão registradas pela “Blue Star Locação de Equipamentos”, que também é a proprietária de veículos que circulam com a logomarca da Usina Grupo Itajobi, uma usina de etanol que também pertence ao mesmo grupo.

 

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