Uma ala do PT critica, nos bastidores, as declarações de auxiliares do governo Lula em resposta ao presidente da Argentina, Javier Milei.
A informação é da colunista Milena Teixeira, do portal Metrópoles. Após o líder argentino subir o tom durante visita ao Brasil no último sábado (25), alguns ministros, como Dario Durigan (Fazenda) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência),reagiram publicamente às provocações.
Durigan, por exemplo, chamou Milei de “palhaço” e afirmou que o presidente argentino faz “espetáculo para esconder o fracasso do próprio governo”. Já Boulos classificou o líder argentino como “caricatura patética” e “puxa-saco de Trump”.
Para esse grupo de petistas, no entanto, as declarações destoaram da estratégia traçada pelo presidente Lula.
Na avaliação dessa ala, o Planalto optou por adotar postura mais equilibrada diante das provocações de Milei, evitando ampliar o embate e transformá-lo em protagonista do debate político.
“Flávio é um candidato desesperado que convidou para ser estrela da sua convenção um presidente desequilibrado e com altíssima reprovação no próprio país. Enquanto o presidente Lula, corretamente, adotou uma postura equilibrada, de ‘único adulto na sala’, alguns integrantes do governo destoaram e muito”, afirmou à coluna, sob reserva, uma fonte ligada ao partido.
Milei esteve no Brasil, no sábado, para participar da convenção nacional do PL que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Durante o evento, o argentino fez críticas ao governo Lula e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.