Apuração do Plantão 96 aponta os principais motivos para o duplo homicídio contra os dois suspeitos de organizar e planejar os ataques contra autoridades políticas e judiciais do Brasil, como o ex-juiz e hoje senador Sérgio Moro, e o promotor do MPSP, Lincoln Gakiya. Segundo a a Secretaria da Administração Penitenciária, três custodiados assumiram a autoria dos homicídios.
Os três detentos foram isolados e deverão responder pelo crime. Foi registrado boletim de ocorrência no Plantão Policial de Presidente Venceslau e instaurado procedimento apuratório para esclarecer as circunstâncias das mortes. De acordo com investigadores do caso, a principal hipótese para o crime seria um acerto de contas dentro da facção, em razão do fracasso do plano de resgate de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e dos atentados contra autoridades planejados pelo PCC.
Quando ‘Nefo’ e ‘Rê’ foram presos, havia seis meses que os bandidos comandados por Nefo haviam recebido a ordem para monitorar Moro. Alugaram chácaras na região de Curitiba – em uma delas foi construída uma parede falsa em um dos cômodos para esconder armas e dinheiro.
Nefo também arrumou uma casa perto da residência da família do senador e uma sala comercial ao lado do escritório político de Moro, em Curitiba. Os bandidos fotografaram o cotidiano do casal e de seus filhos. Escola, academia, compras e reuniões: tudo foi acompanhado pelos bandidos.
O plano foi descoberto pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, que repassou as informações à Polícia Federal. Esta, após a quebra de sigilo dos celulares apreendidos com o grupo de Nefo, encontrou imagens, com comentários, capturadas na internet do dia 29 de novembro de 2022 feitas pelos criminosos que compunham a célula “Restrita” do PCC.