Uma decisão da arbitragem transformou uma partida decisiva do futebol queniano em uma grande confusão na última terça-feira (6). O árbitro John Sulwe foi perseguido e agredido por jogadores e torcedores depois de marcar um pênalti para o Mombasa United contra o Kariobangi Sharks, no Complexo Esportivo de Ulinzi, em Nairóbi.
O lance aconteceu aos 68 minutos, quando o Kariobangi Sharks, que disputa a primeira divisão, vencia por 2 a 1. O Mombasa United, da segunda divisão, havia vencido o primeiro confronto por 2 a 1 e poderia assumir vantagem na disputa pela vaga na elite caso convertesse a penalidade. A marcação, porém, provocou revolta nas arquibancadas.
🚨 CHAOS AT ULINZI COMPLEX! CR John Sulwe has been attacked at Ulinzi Complex amid furious protests from Kariobangi Sharks fans and officials following the controversial penalty decision. The situation has escalated badly as tensions reach boiling point in this promotion playoff. https://t.co/Cz3WvsW8i3
— William Abala- SportsRadar (@AbalaWilliam) October 6, 2026
Dezenas de torcedores invadiram o gramado e correram na direção de Sulwe. Vídeos mostram o árbitro sendo cercado, empurrado e atingido por tapas, enquanto alguns jogadores também participavam da confusão. Em uma das cenas mais graves, uma cadeira de plástico foi arremessada contra o juiz e passou muito perto de sua cabeça.
A equipe de segurança precisou retirar o árbitro do campo, e a partida não foi retomada. O placar permaneceu em 2 a 1 para o Kariobangi Sharks. O confronto já era marcado por tensão: o clube terminou o campeonato na 16ª posição, dentro da zona de rebaixamento, e recorreu à Justiça para contestar tanto a queda quanto o acesso do Mombasa United. Depois de meses de disputa, a Federação Queniana de Futebol (FKF) determinou a realização de dois jogos de desempate.
Até o momento, a FKF e os clubes envolvidos não haviam divulgado posicionamentos oficiais sobre as agressões. O episódio aumenta a preocupação com a segurança no futebol queniano às vésperas da Copa das Nações Africanas de 2027, que terá Quênia, Uganda e Tanzânia como países-sede.