
A governadora Fátima Bezerra (PT) assinou o decreto que regulamenta e estabelece as punições para à discriminação em virtude de orientação sexual e identidade de gênero no estado, a chamada LGBTfobia. O decreto 33.337, que regulamenta a Lei Estadual nº 9.036 (2007) e a Lei Estadual nº 10.761 (2020), visa estabelecer penalidades para práticas discriminatórias e garantir a conscientização da população.
De acordo com o texto do decreto, as denúncias serão apuradas pela Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (SEMJIDH), mediante processo administrativo iniciado a partir de reclamação do ofendido; ato ou ofício de autoridade competente ou comunicado de organizações não-governamentais de defesa da cidadania e direitos humanos.
A denúncia poderá ser realizada mediante relato oral ou por documento escrito, em formato físico ou virtual, e conterá a descrição do fato ou ato discriminatório; referências capazes de identificar o agressor e identificação do denunciante, garantindo-se o sigilo, na forma da lei.
As penalidades aplicáveis aos que praticarem atos atentatórios e discriminatórios descritos no art. 3º deste Decreto envolvem:
Advertência;
Multa de R$ 1.000;
Multa de R$ 3.000, em caso de reincidência;
Suspensão da licença estadual para funcionamento por 30 dias;
e cassação da licença estadual para funcionamento.
Desde 2007, a Lei Estadual nº 9.036 já estabelecia penalidades para a prática de discriminação em razão de orientação sexual, sendo uma importante ferramenta de combate à intolerância. Depois dela, veio a Lei Estadual nº 10.761, de 2020, que determina a obrigatoriedade da afixação de cartazes em órgãos públicos e privados, informando sobre a proibição e punição de atos discriminatórios. A medida busca ampliar a visibilidade das leis antidiscriminatórias, promovendo a conscientização e prevenindo a prática desses atos.
Segundo Rebecka de França (foto), coordenadora da Codis, o decreto é um grande marco na luta contra a LGBTfobia. “A publicação é um antigo anseio dos movimentos sociais LGBTs do Rio Grande do Norte, publica-lo é ter a certeza que temos uma governadora que se preocupa com toda a população do seu estado, inclusive as LGBTs”, pontua Rebecka.