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Bailarina acusa Ratinho de racismo e cobra R$ 2 milhões; julgamento ocorre nesta semana

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O apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho, deverá ser julgado amanhã em ação na qual a bailarina Cintia Melo, de 38 anos, o acusa de racismo e cobra uma indenização por danos morais de R$ 2 milhões. Com informações de Rogério Gentile, do UOL.

O caso ocorreu no dia 1º de abril de 2024 durante o "Programa do Ratinho", do SBT.

Ao interagir com a bailarina, o apresentador afirmou: "Essa peruca sua é a mais bonita". Cintia respondeu, então, que o cabelo é natural, mas ele insistiu: "Não é seu cabelo. Não é seu cabelo". Na sequência, Ratinho disse ter visto "um piolhinho" e pediu para sua assistente de palco puxar o cabelo de Cintia. "É dela", respondeu a assistente.

Na ação aberta contra o apresentador e o SBT, Cintia disse que ficou perplexa com os comentários e que não conseguiu esboçar reação. Posteriormente, segundo o relato feito à Justiça, procurou o apresentador para dizer que tinha ficado ofendida, mas que não recebeu nenhum pedido de desculpas. Na conversa, Ratinho teria usado o termo "mimimi".

"Não há dúvida de que se trata de insulto que fere gravemente a honra dos negros, pois constitui desprezo e ataque injustificável à personalidade e à identidade dos indivíduos, que resulta em sofrimento, constrangimento e profundo abalo moral", afirmaram na ação Cristiane Linhares e Ed Matos da Silva, advogados que representam a bailarina.

Por causa do que chamou de "racismo recreativo", a bailarina disse ter pedido demissão do SBT. Ela trabalhava havia cerca de nove anos no "Programa do Ratinho".

"A triste realidade é que há inúmeras práticas racistas naturalizadas em nosso cotidiano, materializadas em microagressões, que partem de comportamentos que, de tão enraizados, são, por vezes, inconscientes", afirmou a bailarina à Justiça.

Na defesa apresentada à Justiça, Ratinho disse que apenas fez uma brincadeira com a bailarina, "com quem possuía um grande laço de amizade".

Ratinho afirmou na ação que Cintia "costumeiramente usava perucas no programa" e que esse foi o motivo da sua pergunta, tendo, diante da negativa, "elogiado a beleza do seu cabelo".

"A brincadeira não foi e não pode ser considerada ataque racista ou 'racismo recreativo', simplesmente porque não possuía qualquer ligação com o fato de a autora do processo ser uma mulher preta", disse à Justiça.

Ratinho declarou no processo que a própria bailarina lhe enviou mensagens de áudio, logo após o episódio, afirmando que a brincadeira não teve cunho racista e que não foi realizada em função da sua cor e das suas características físicas.

"Ela deixou claro em suas mensagens que sabia que não houve qualquer ilicitude praticada por Ratinho, mas que estava sendo pressionada por grupos raciais a ingressar com a ação", afirmou no processo a defesa do apresentador.

O julgamento está previsto para ocorrer às 14 horas de amanhã e será realizado pela 26ª Vara Cível de São Paulo.

Além da indenização, a bailarina pede que Ratinho seja obrigado a ler um pedido de desculpas em 20 programas diferentes e a publicar a sentença em jornais de grande circulação durante 30 dias.

 

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