O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, vai ser o relator da petição apresentada nesta terça-feira (20) pelo presidente Lula (PT) em que autoriza a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do petista e de seus familiares. A liberação das informações, contudo, está condicionada a uma ação recíproca por parte do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.
O requerimento de Lula abrange as informações dos últimos 8 anos, que, caso Flávio aceite a proposta, serão publicadas no portal DivulgaCandContas ou em outro site público. A petição dá o prazo de resposta até quarta-feira (21) e argumenta que a medida assegura o direito à informação do eleitorado antes do 2º turno.
Além de dados de pessoa física, a medida abrange pessoas jurídicas ligadas a ambos. No caso de Lula, o requerimento cita a L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações.
Quanto a Flávio, são citadas Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, All In One Corretora de Seguros Ltda., Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação Ltda., Bolsonaro Digital Ltda. e a empresa offshore Alcazar Holdings (na Ilha da Madeira, Portugal).
Em evento de campanha em São Luís, no Maranhão, nesta 3ª feira (20.out.2026), Lula disse querer que a “sociedade brasileira saiba quem é ladrão neste país, quem é corrupto”.
“Quero ver se ele tem coragem de abrir o sigilo bancário e o sigilo telefônico dele. Ou seja, da pessoa física e jurídica”, declarou.
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