
O ex-presidente Jair Bolsonaro acredita ainda ter chances de reverter a inelegibilidade e disputar a eleição em 2026, mas estuda alternativas para caso o cenário no TSE não se altere. Uma das opções que passou a considerar é apoiar o governador de Santa Catarina, o ultra-aliado Jorginho Mello (PL), na próxima eleição à Presidência.
Ao contrário dos governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); e de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), Bolsonaro considera que Mello não comete deslizes. Governa em alinho com os ideais conservadores sem ficar sorrindo para a esquerda e dando estocadas na base bolsonarista.
O trabalho para nacionalizar o nome de Jorginho Mello seria mais árduo e complexo. Contudo, Bolsonaro acredita que, se fizer campanha pelo aliado, essa questão será superada, uma vez que, em 2022, obteve mais votos que Lula em todas as regiões do país, à exceção do Nordeste.
Outro ponto que favoreceria a eventual candidatura de Mello ao Planalto é o fator Santa Catarina. Por ser um dos estados mais conservadores do país, a avaliação é que Mello conseguiria eleger um sucessor sem grande dificuldade, minimizando os riscos de perder o controle da máquina pública catarinense.
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