O ex-candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) decidiu apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. A decisão foi tomada após uma conversa por videochamada entre os dois nesta quinta-feira (8), que durou mais de uma hora. Cury terminou a primeira etapa da disputa em terceiro lugar, com 2,89% dos votos válidos, o equivalente a mais de 3,4 milhões de votos.
O apoio foi condicionado à assinatura de um Termo de Compromisso Público com o Brasil. No documento, Flávio se compromete com oito pontos apresentados por Cury, entre eles o fim da reeleição presidencial, mudanças na educação, ampliação da telemedicina no SUS, políticas de proteção às mulheres, fortalecimento do cooperativismo, financiamento para microempresas, aumento da produção de alimentos e uma proposta de pacificação nacional.
Entre os compromissos assumidos, o candidato do PL afirma que defenderá uma reforma constitucional para acabar com a possibilidade de reeleição para presidente. Na área da educação, o documento prevê expansão do ensino integral, valorização dos professores e ampliação da formação técnica e profissionalizante. Para a saúde, a proposta é criar uma ampla rede de telemedicina integrada ao SUS, com uso de tecnologia e inteligência artificial.
O termo também estabelece medidas voltadas à proteção das mulheres, ao incentivo ao cooperativismo e ao financiamento de milhões de microempreendimentos. Na agricultura, Flávio se compromete a buscar a duplicação da produção brasileira de alimentos na próxima década. O último ponto trata da pacificação nacional e estabelece que um eventual governo deverá buscar diálogo com brasileiros de diferentes posições políticas.
Cury classificou o apoio como um voto de confiança condicionado ao cumprimento das propostas e afirmou que manterá o direito de cobrar e questionar o candidato. O documento foi assinado por Flávio Bolsonaro nesta quinta-feira (8) e estabelece que os compromissos deverão ser perseguidos dentro das atribuições constitucionais da Presidência, respeitando a responsabilidade fiscal e a participação do Congresso nas mudanças que dependam de aprovação legislativa.