O Senado negou os pedidos feitos por Romário (PL-RJ) e Zequinha Marinho (Podemos-PA) para retirar seus nomes da lista de apoio à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) apresentada como alternativa ao fim da escala 6 X 1. O texto, de autoria de Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, propõe mudanças relacionadas à contratação por hora trabalhada e recebeu apoio de outros 40 senadores. A informação é do Poder 360.
Pelo regimento interno da Casa, assinaturas não podem ser removidas após a publicação da proposta. Por isso, os pedidos dos congressistas foram rejeitados.
Romário, Zequinha e Cleitinho (Republicanos-MG) disseram ser favoráveis ao fim da escala 6 X 1 e afirmaram que haviam apoiado a PEC inicialmente para garantir que o tema continuasse em discussão. Cleitinho afirmou no plenário que a repercussão gerou uma interpretação equivocada e reforçou que não votaria contra direitos trabalhistas.
Em nota, Zequinha afirmou ao Poder360 que decidiu retirar sua assinatura após reunião com representantes dos trabalhadores do Pará. Segundo o senador, a PEC poderia fragilizar acordos entre trabalhadores e empregadores sobre jornada de trabalho. Ele também declarou que a assinatura para viabilizar a tramitação de uma PEC não representa necessariamente apoio ao conteúdo da proposta, mas que, após avaliar o texto, optou pela retirada.
A tentativa de retirada se deu depois de críticas nas redes sociais e pressão de sindicatos. Os congressistas foram cobrados por apoiadores do fim da jornada 6 X 1, que questionaram o impacto da PEC. Críticos afirmaram que o texto poderia abrir espaço para jornadas sem folga semanal, enquanto aliados de Marinho negam essa interpretação.
Em publicação nas redes sociais, Romário afirmou que deixou de apoiar a PEC depois de perceber a reação negativa de parte da população. “Depois de analisar melhor a proposta, entendi que muita gente viu o texto como algo prejudicial ao trabalhador brasileiro. E, se o povo entende assim, não faz sentido eu continuar nela”, escreveu o senador.
Rogério Marinho acionou a AGU (Advocacia Geral da União) contra o ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) e cinco congressistas, acusando-os de divulgar informações falsas sobre a proposta. O senador afirmou que seus opositores atribuíram à PEC mudanças como a criação de uma “escala 7 X 0”, o fim da CLT, a retirada do salário mínimo e a perda de direitos trabalhistas.
O Poder360 entrou em contato com Romário e Cleitinho para pedir um posicionamento acerca do assunto. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso alguma manifestação seja enviada a este jornal digital.