Big Boy e o rádio jovem - Parte II

Postado por Silvio Henrique em 24/07/09 13:02

Esse áudio do Big Boy demonstra com mais clareza quem era esse “revolucionário” radialista. E olha que essa gravação (ele apresentando o programa “Baile da Pesada”) é do início dos anos 70. Se nos dias atuais Big Boy poderia parecer algo “diferente”, imagine como ele era visto há quase 40 anos atrás. Surpreendente! Contato: silviohenrique96fm@zipmail.com.br

A Cidade e a nova linguagem do FM

Postado por Silvio Henrique em 23/07/09 14:10

A "Turma da Cidade" mudou a forma de falar no FM

O Brasil conhece o rádio FM em 1955 com a Rádio Imprensa do Rio. Mas foi em de 1970 que a Rádio Difusora FM de São Paulo começou a transmitir exclusivamente em Freqüência Modulada. Inicialmente, o FM sonorizava “ambientes requintados”, como consultórios médicos e elevadores. A programação musical se destinava à “pessoas ricas e inteligentes”, veiculando música popular brasileira, internacional e erudita. Até então o FM era sinônimo de postura e elegância. Foi com o surgimento da Rádio Cidade do Rio de Janeiro, em maio de 1977, que o FM encontra um novo caminho para a comunicação em rádio. A primeira equipe da Cidade (a chamada ‘Turma da Cidade’) foi a responsável por essa mudança. Eládio Sandoval, Romilson Luiz, Fernando Mansur, Jaguar e Ivan Romero, como locutores titulares e mais Paulo Roberto e Sergio Luis como locutores foguistas, inseriram no FM um estilo descontraído e bem-humorado que viria a transformar a linguagem do rádio. Essa mudança, segundo Luiz Arthur Ferraretto*, teria começado quando Eládio Sandoval ia ler uma notícia e o papel caiu no chão. Ele disse: “Ih... o papel caiu no chão”. O Rio caiu na gargalhada. Com essa postura, a Cidade do Rio quebrou tabus, assumiu a liderança de audiência e criou um novo modo de falar no FM. Acima, a primeira turma da Cidade do Rio, em foto do final dos anos 70. * Rádio – o veículo, a história e a técnica – Editora Sagra Luzzatto-2000. Contato: silviohenrique96fm@zipmail.com.br

Big Boy e o rádio jovem - Parte I

Postado por Silvio Henrique em 22/07/09 11:30

Big Boy pode ser considerado o precursor da "locução jovem" no Brasil. Apaixonado por música, esse cara largou a sala de aula (era professor de geografia) e se dedicou àquilo que realmente amava: música. Usou o rádio para fazer as pessoas conhecerem aquelas que viriam a se tornar grandes sucessos e, ao mesmo tempo, criou um estilo próprio, descontraido, que influenciou gerações de profissionais no rádio brasileiro durante anos. Foi através da Rádio Mundial AM de São Paulo, no final dos anos 60 que Big Boy começou a mudar a história do rádio no Brasil. O que poderíamos entender hoje como "rádio jovem" ou "locução jovem", foi introduzido no nosso rádio por Big Boy. No início dos anos 70, criou e aprensentou programas que ficaram conhecidíssimos na época (talvez o de maior sucesso tenha sido o The Big Boy Show), todos líderes de audiência. Big Boy também é tido como um dos primeiros disc jockey (DJ) do país, apresentando em casas noturnas músicas que faziam sucesso em seu programa de rádio. Usava a frase “hello crazy people” para saudar os ouvintes no início de seus programas, expressão que tornou-se marca registrada de sua irreverente locução. Morreu sufocado por um ataque de asma, num quarto de hotel em São Paulo. Ouça, no áudio acima, Big Boy no ar. Contato: silviohenrique96fm@zipmail.com.br

Oficina do Rádio em Alto do Rodrigues - RN

Postado por Silvio Henrique em 16/07/09 14:04

Curso de Comunicação em Rádio

Depois de Natal, Parnamirim, Macau, Pedro Avelino, Tangará e Guamaré, chegou a vez de Alto do Rodrigues receber a "Oficina do Rádio", nosso curso de comunicação em rádio. Será nos dias 07, 08 e 09 de agosto. Fran Seixas, da rádio local (104), tem mais informações: 9174-3672. Macau, Pendências, Alto do Rodrigues e as cidades vizinhas estão convidadas. Contato: silviohenrique96fm@zipmail.com.br

Radiojornalismo e o FM

Postado por Silvio Henrique em 14/07/09 10:58

Nos dias atuais, várias FM’s de Natal produzem um bom radiojornalismo. Embora algumas emissoras (ainda) apenas executem o que a lei determina (5% de sua programação dedicada ao noticiário – normalmente diluído em curtos “informativos”), já há mudanças significativas no ar. As emissoras da terrinha estão percebendo que, além de uma tendência irreversível, o jornalismo em FM pode se tornar algo bem rentável. Já é comum ouvir programas com 20, 30 e até 60 minutos dedicados ao jornalismo. É bem verdade que esses departamentos nas FM’s de Natal ainda precisam se estruturar de uma forma mais ampla, colocando, por exemplo, repórteres nas ruas buscando e checando informações. Mas é inegável o crescimento do “produto jornalismo” nas FM’s potiguares. Radiojornalismo é algo bem antigo no Brasil. Cresce em importância durante a Segunda Guerra Mundial (início dos anos 40), no espírito de aproximação brasileira com os Estados Unidos, com o famoso Repórter Esso. Esse programa ficou no ar de 28 de agosto de 1941 (começou na Radio Nacional do Rio) até 31 de dezembro de 1968, já na Radio Globo, também do Rio. Historicamente, é um dos programas mais importantes da radiojornalismo brasileiro. O áudio acima traz Roberto Figueiredo apresentando, emocionadamente, a última edição do Repórter Esso. Fantástico. Confira. Contato: silviohenrique96fm@zipmail.com.br

"Efeito baladeira"

Postado por Silvio Henrique em 13/07/09 14:00


Nosso blog nasceu com uma proposta: tratar do rádio FM natalense. Mas, toda idéia pode ser ampliada para, além de contextualizar melhor o universo tratado, inserir (no caso do rádio) conceitos “primários” e – com isso – demonstrar uma das principais características deste veículo: seu caráter mutante. E, assim como uma “baladeira” (ou estilingue), que só ganha força para lançar algo à frente quando é puxado para trás, iremos “puxar a liga” da história do rádio brasileiro para nos lançar aos dias atuais entendendo as mudanças e evolução dessa “latinha”. Há um conceito simples que diz que “não se domina o que não se conhece”. E se tratando de rádio, esse conceito ganha força e cai como uma luva. Prepare-se. Vamos fazer uma bela viagem pela história do rádio e ver (ou ouvir) que muita coisa boa já foi produzida por grandes nomes do rádio, inclusive na terrinha de Câmara Cascudo. Contato: silviohenrique96fm@zipmail.com.br

Visita às coirmãs

Postado por Silvio henrique em 09/07/09 13:16

Silvio Henrique e o locutor Cacá da Globo FM de Brasília - DF

Um hábito que tenho (e considero salutar) é, sempre que conheço alguma cidade, visitar as rádios locais – seja em uma grande cidade do país ou em pequenas localidades do meu Rio Grande do Norte. Ir à Martins (RN), por exemplo, e não conhecer o Mercado Público e a rádio local gera uma visita incompleta, especialmente para radialistas. Faço isso deste o início de minha modesta vida no rádio principalmente por entender que o “aspecto local” deste veiculo é observado com mais nitidez exatamente nessas circunstâncias. É enriquecedor perceber que determinados “produtos radiofônicos” funcionam lá e não aqui, e vice-versa. E isso só é possível enxergar com tanta clareza conhecendo e ouvindo rádios locais. A foto acima (de 1989) foi produzida no estúdio da Rádio Globo FM, em uma viagem à Brasília (DF). As emissoras que me permitiram entrar em seus estúdios (a Transamérica não permitiu), as conheci todas. Faça sempre isso. Perceberá a diferença (em você). Contato: silviohenrique96fm@zipmail.com.br

A lingua inglesa e o rádio

Postado por Silvio Henrique em 08/07/09 11:16

Em rádio, qualquer principiante sabe que deve dominar, minimamente, o inglês. Nas FM’s populares de Natal, especificamente, toca-se pouca música inglesa. Mas, inevitavelmente, vez ou outra temos uma ou mais músicas neste idioma inseridas na programação e, portanto, devemos estar aptos a pronunciar seu nome e seu intérprete. Com a chegada de novas emissoras em Natal, como a Clube FM (que toca um pouco mais de “internacionais”) e a esperada ‘Pop’ do grupo da 98 (deve entrar no ar ainda esse ano), essa necessidade ganha mais fôlego, já que – nesse segmento – a veiculação de músicas em inglês é significativamente maior. Anos atrás os locutores prestavam atenção na forma em que o cantor pronunciava o nome da música (na maioria ocorria isso) e "aprendiam" a pronunciá-la. Na dúvida de uma pronúncia, pergunte a alguém com mais conhecimento e experiência. O que não se deve fazer é “arriscar” pronunciar sem o domínio da língua especifica (na maioria das vezes o inglês). Ah... o melhor (ainda) é um bom curso de línguas. O áudio acima demonstra insegurança e ineficiência na pronúncia em inglês. Contato: silviohenrique96fm@zipmail.com.br

A Rede Cidade

Postado por Silvio Henrique em 07/07/09 15:32

Equipe local da Rede Cidade - 1992

A Cidade virou uma rede de rádio por volta de 1992. Aqui, assim como as demais emissoras que formavam a Rede Cidade (algo em torno de 22), se veiculava parte da programação produzida localmente e, também, o que era produzido no Rio de Janeiro, retransmitido via satélite. Após a implantação, César Beckman, então coordenador da Rede Cidade, visitou todas as afiliadas. A finalidade era “detectar” prováveis erros “locais” que viessem a comprometer a “unidade” da Rede. A “afinação” entre o que as emissoras locais e o Rio produziam poderia causar os prováveis erros. César Beckman – pra nossa alegria e satisfação – veio aqui praticamente passear, já que, segundo ele mesmo, a Rádio Cidade de Natal era uma das emissoras de Rede mais afinada com a “proposta nacional”. Beckman veio, foi conhecer nossas praias, parabenizou a equipe local, pegou o vôo.... e foi embora pro Rio de Janeiro. “Aqui não tem o que fazer, a não ser curtir essas belíssimas praias”, dizia o bronzeado César ao se despedir de nossa equipe. Acima, da esquerda para a direita: Goba (programador), Mário César (coordenador local), Férnix (locutor), César Beckmam (camisa verde), Silvio Henrique (camisa amarela), Sérgio Morango (camisa jeans), Juninho (Camisa vinho), Ivan Tavares (camisa branca agachado), Chudmilson (abraçando Lorena) e Lorena (no ar). Contato: silviohenrique96fm@zipmail.com.br

Presente de Moniquinha

Postado por Silvio Henrique em 03/07/09 14:19


Moniquinha me presenteou com fitas K-7 das antigas. Estou ouvindo e escolhendo áudios interessantes. Na próxima semana teremos "coisa boa" por aqui. Contato: silviohenrique96fm@zipmail.com.br

Chamada de programa II

Postado por Silvio Henrique em 01/07/09 13:35

O programa Festa da Cidade não rolou em Natal. Aqui, nessa época, já existia um programa muito bom, nos mesmos moldes chamado Cidade Dancing Club. A "Festa da Cidade" fez grande sucesso nas outras praças da Rede Cidade. Ouça a chamada. Contato: silviohenrique96fm@zipmail.com.br

Chamada de programa

Postado por Silvio Henrique em 24/06/09 11:25

Sou um cara muito ligado à plástica de rádio. Vinhetas bem produzidas, trilhas, ‘BG’ envolvente, entre outros, me fazem vibrar. Embora estejam meio sumidas dos “breaks”, as chamadas de programas também têm seu papel, tanto na plástica, quanto na ‘vendida’ de seu respectivo programa, convidando o ouvinte (ou simplesmente o lembrando) a ouvi-lo. Lembra de um programa da Rádio Cidade chamado Amnésia? A partir de um bom mote, criaram a chamada acima. Ouça. E-mail: silviohenrique96fm@zipmail.com.br

O rádio e o improviso

Postado por Silvio Henrique em 19/06/09 10:48

Criatividade é sempre muito bem-vinda no rádio. Eu diria que necessária, porque há determinadas situações em que o locutor precisa improvisar, seja em uma fala ou em uma situação embarasoça. Todo comunicador já passou por alguma situação constrangedora. Se ainda não passou, certamente vai passar. E o improviso, formulado pela criatividade, determina uma saída adequada e inteligente. Uma argumentação, uma explicação ou até mesmo o silêncio deve ser usado conforme cada caso e a criatividade do profissional do microfone. O episódio acima ocorreu durante a narração de uma partida de futebol e, embora não tenha sido produzida efetivamente pelo repórter (quem falou o que não deveria foi o entrevistado), deve ter deixado o entrevistador bastante abalado. Ouça.

A força do conjunto no rádio

Postado por Silvio Henrique em 18/06/09 13:28

Da esquerda pra direita: Ivan Tavares, Silvio Henrique, Juninho, Marco Aurélio, Huguinho e Riva Jr

O rádio sempre foi entendido como “conjunto”. Aqui, as coisas só funcionam bem quando os vários departamentos desse veículo, em uma espécie de – digamos – interseção, “falam” a mesma língua. Não adiantaria uma determinada rádio ter bons locutores se, por exemplo, a programação musical não tiver bom “Feeling”. E não adiantaria essa mesma emissora ter um criativo departamento de promoção se a “arte final” da rádio, ou seja, o quadro de locutores não estiver afinado com a proposta da emissora. Uma rádio funciona bem quando os departamentos, de uma forma interdependente, conseguem ter um mesmo patamar técnico, dando unidade e personalidade à emissora. Nosso FM sempre teve boas equipes de profissionais, seja na programação, na promoção ou na locução. A foto acima mostra uma das boas equipes de locução que a Rádio Cidade de Natal montou. É para matar saudade. E-mail: silviohenrique96fm@zipmail.com.br

O padrão técnico potiguar

Postado por Silvio Henrique em 04/06/09 10:49

Usei a expressão “ele já teve seus dias de pop” numa referência à época em que Jean Fernandes fazia Rádio Cidade. Ele esteve lá no momento em que a Rede Cidade (via satélite) entrou no ar. Aquela foi, certamente, a melhor fase da Cidade. Jean, como era se esperar – em função das suas ‘referências pop’, “Feeling” radiofônico e extrema dedicação, além, claro, de seu talento nato – caiu como uma luva naquela equipe de locutores. Com a Rede no ar e Jean fazendo o “local”, praticamente não se percebia diferença técnica. Lembro-me da comparação que todos (inclusive ouvintes) faziam entre Jean e Luiz Carlos, locutor da Rede Cidade (hoje narrador esportivo da SpotTV). Tinham, realmente, o mesmo padrão. E olha que isso foi há 17 anos. O áudio acima foi gravado durante o “Invasão da Cidade” com a banda Nenhum de Nós. Um locutor chamado Cristóvão está na Rede e Jean Fernandes no “local”. Muuuuuito bom. Ouça.

De quem é essa voz??

Postado por Silvio Henrique em 03/06/09 14:21

Hoje em dia ele faz rádio "popular". Mas ja teve seus dias de pop. Quem é ele?? Ouça e opine.

Chamada do Seminário "Oficina do Rádio"

Postado por Silvio Henrique em 28/05/09 09:24

Já estão abertas as inscrições para a Oficina do Rádio - ministrada pelo radialista e jornalista Sílvio Henrique. O curso terá a duração de uma semana (de 15 a 19 de junho próximos), na escola de idiomas Call (por trás do Hotel Residence); e é voltado a interessados em rádio, profissionais em atividade, pessoas que atuam em rádios comunitárias, entre outros. A Oficina do Rádio está dividida em duas partes: além da aula propriamente dita, a cargo de Sílvio, todo dia haverá um palestrante - entre outros, Sérgio Morango vai tratar sobre transmissões de futebol pelas FMs; Moniquinha vai tratar sobre o produto "Fofoca"; e o programador Epitácio Faustino vai discorrer sobre programação musical e assuntos correlacionados, como os aspectos perecíveis da música. É um seminário mais voltado à locução, mas também serão discutidos aspectos como a programação e as promoções, além de questões como o rádio na Internet e a interação por meio dos sites. Mais informações sobre a Oficina do Rádio podem ser obtidas na Call (telefone 3206 0299). Sobre o autor: Silvio Henrique é radialista desde 1987. Começou na FM Tropical (103,9) de Natal. Transferiu-se para a Rádio Cidade (94,3) de Natal. Em 1990 foi para a Rádio Cidade de Cuiabá - MT. Retornando para a Rádio Cidade de Natal, permanecendo por oito anos. Hoje, encontra-se na 96 FM há dez anos. Já foi programador, sonoplasta, promotor, coordenador artístico e é locutor desde que começou no rádio. Formado em Comunicação Social - habilitação jornalismo pela UFRN, já ministrou cursos de rádio em Natal (quatro vezes), Parnamirim, Macau, Guamaré, Pedro Avelino e Tangará. Ministrou oficina de comunicação em rádio para alunos de radialismo e jornalismo da UFRN. Colocou no mercado nomes como Moniquinha (96 FM), Riva Júnior (Rádio 98 FM), Aldo Henrique (95 FM). Em 2008 foi aprovado em concurso público para professor substituto na UFRN (radialismo e jornalismo). Conteúdo: - Teoria da Comunicação - Fidelidade e Ruidos. - Linguagem Radiofônica. - Dicção. - Impostação. - Inflexão Vocal. - Trabalho de voz. - Dinâmica do Rádio - Plástica/Operação * Todas as disciplinas são contextualizadas para o veículo rádio. O seminário oferece material didático e certificado de participação. Acima, a chamada da "Oficina do Rádio", produzida por Sílvio Henrique e Gil Boy (96 FM), que entrará no ar na 96 FM semana que vem. Voz e captação de Dudu Pan Pan (studiomix@natal.digi.com.br). Confira. Ps: A chamada já está no ar no programa "De volta ao Circo Voador" - com Tim Kawasaki, na FM Tropical, das 20:00 às 21:00 horas.

A leitura no rádio

Postado por Silvio Henrique em 26/05/09 15:38

Em relação à leitura no rádio, existe uma regra básica e muito antiga: “Todo texto deve ser lido (em OFF) ANTES de ir ao ar. Primeiro porque o locutor tem de ter intimidade com o texto. Ele dever saber o que está lendo. Isso gera no ouvinte uma sensação de que o locutor está “falando uma notícia” e não simplesmente a lendo. Alguns profissionais fazem isso de uma forma tão perfeita que o ouvinte chega a imaginar que aquela informação “saiu da cabeça do locutor”. Não havendo uma leitura prévia, é possível o locutor encontrar palavras de difícil pronúncia ou simplesmente não passar segurança “no que diz”, comprometendo a credibilidade da notícia. Ouça, no áudio acima, o que ocorreu com um locutor em Barbalha-CE.

O início de Moniquinha no rádio

Postado por Silvio Henrique em 25/05/09 15:51

Moniquinha com Silvio Henrique na 96 FM

Eu era coordenador artístico da Rádio Cidade. Lorena – então locutora de nossa equipe – recebeu um convite da 96 FM e foi fazer o horário das 18:00 às 22:00 horas lá. A notícia da saída de Lorena “correu” rápido e eu, como coordenador, recebi várias visitas de pretendentes à vaga da Lorena. A rádio queria realmente achar outra voz feminina e eu fiz algo em torno de 12, 15 testes. Após algumas semanas sem “fechar” com ninguém, recebi uma ligação de uma menina. Dizia que ficou sabendo da saída da Lorena e que tinha muita vontade de fazer locução. Disse, inclusive, que participava muito com vários locutores em “teles” e que passava horas ouvindo rádio. Essa última informação me chamou muito a atenção. Eu percebi carisma em sua voz já naquela ligação telefônica, mas o fato de ela me dizer que ouvia muito rádio foi algo decisivo para eu apostar nessa menina. A convidei para vir a rádio e gravar um teste, o que ela aceitou de imediato. Gostei muito de sua voz ao microfone. Eu a queria “afinada” na mesa de áudio, porque sei da importância de uma operação boa e segura. Queria que ela gastasse energia somente “no que ia falar”, e não na mesa de áudio, se preocupando “em qual botão iria apertar. Por isso dei “uma canseira” nela de 30 dias só operando. Lembro com nitidez a noite de sábado em que ela estreou. Eram 22:00 horas quando ela abriu o microfone da Cidade e disse “Olá... Eu sou Mônica Santos e estarei com você a partir de agora”. Foi o início da carreira de, hoje, Moniquinha. Tenho orgulho de ter participado dessa historia de sucesso. Hoje em dia, Moniquinha arrebenta com suas fofoquinhas nas manhãs da 96 FM.

Vem ai o seminário "Oficina do Rádio"

Postado por Silvio Henrique em 22/05/09 15:26

Silvio Henrique Ministra a "Oficina do Rádio"

Fechei nova data para mais uma Oficina do Rádio - Curso de Comunicação em Rádio. Será uma semana inteirinha com conteúdos que envolvem todo o veículo rádio. Ênfase em locução. De 15 à 19 de junho, das 19:00 às 22:00 horas no auditório da Escola Call, rua Professor Antônio Campos, 1840, Lagoa Nova (por trás do Hotel Residence). Inscrições a partir de segunda-feira na recepção da Escola Call. Informações: Call – 3206-0299 Sobre o autor: Silvio Henrique é radialista desde 1987. Começou na FM Tropical (103,9) de Natal. Transferiu-se para a Rádio Cidade (94,3) de Natal. Em 1990 foi para a Rádio Cidade de Cuiabá - MT. Retornando para a Rádio Cidade de Natal, permanecendo por oito anos. Hoje, encontra-se na 96 FM há dez anos. Já foi programador, sonoplasta, promotor, coordenador artístico e é locutor desde que começou no rádio. Formado em Comunicação Social - habilitação jornalismo pela UFRN, já ministrou cursos de rádio em Natal (quatro vezes), Parnamirim, Macau, Guamaré, Pedro Avelino e Tangará. Ministrou oficina de comunicação em rádio para alunos de radialismo e jornalismo da UFRN. Colocou no mercado nomes como Moniquinha (96 FM), Riva Júnior (Rádio 98 FM), Aldo Henrique (95 FM). Em 2008 foi aprovado em concurso público para professor substituto na UFRN (radialismo e jornalismo). Sobre o curso: O curso chama-se "Oficina do Rádio". Tem carga horário de 15 horas. São ministradas as seguintes disciplinas: - Teoria da Comunicação - Fidelidade e Ruidos. - Linguagem Radiofônica. - Dicção. - Impostação. - Inflexão Vocal. - Trabalho de voz. - Dinâmica do Rádio - Plástica/Operação * Todas as disciplinas são contextualizadas para o veículo rádio. Haverá também palestras de profissionais renomados do FM potiguar abordando vários temas radiofônicos, entre eles, Sérgio Morango (Rádio 98), com o tema "A transmissão de futebol no FM natalense - um novo nicho de mercado"; Moniquinha (96 FM), com o tema "Fofocas: um produto radiofônico"; Epitácio Faustino (programador musical da 96 FM), com os tema "A importância do "Play list" na estrutura da programação musical" e "Música - produto durável e perecível"; Eduardo Colin (editor de conteúdo do site www.96fm.com.br), com o tema "Rádio e Internet - Uma nova forma de Interação). O curso oferece material didático e certificado de participação.