96 FM em documentário

Postado por Silvio Henrique em 05/07/11 10:51





Os alunos do 3º período de Jornalismo da Universidade Potiguar (UNP) produziram um documentário sobre a história da 96 FM. O trabalho, para conclusão da disciplina História e Atualidades do Jornalismo, tem duração de 12 minutos e faz uma síntese da história rádio 96 FM através de depoimentos de profissionais que atuaram ou atuam na rádio 96 FM praticamente desde seu início, como o programador Epitácio Faustino e Tim Kawasaki. O grupo conseguiu mostrar um raio X bastante interessante da pioneira do RN.



Confira.





O Braga no ar

Postado por Silvio Henrique em 23/06/11 11:14



Vez ou outra, aqui no blog, cito o nome de Marcelo Braga. É inegável que Marcelo me influenciou bastante no início de meu trabalho como locutor, mas minha admiração pelo cara reside, principalmente, no fato de sua trajetória no rádio não ter se limitado à locução. Mesmo que indiretamente (nem o conheço pessoalmente), aprendi com o Marcelo que o profissional de rádio não deve se limitar a dominar apenas a sua função. Deve dominar o veículo, conhecer o funcionamento de seus departamentos e suas inter-relações.


Braga “passeia” pelo veículo como ninguém. Depois de criar uma cara para a Transamérica, a transformando na rádio jovem mais irreverente do país, popularizou a Rádio Cidade de São Paulo (96,9) e, mais recentemente, instituiu o formato teen da Rádio Mix. Ou seja, o cara conhece o rádio, o veículo e não apenas uma rádio ou um segmento radiofônico.


Produzindo por Celso Russomano para o programa de televisão Circuito Night and Day, o vídeo acima mostra Braga no ar na Transamérica. Perceba que, nesse vídeo, Braga ainda era – digamos – um locutor comum. Atualmente, além de excelente locutor, Braga é um consultor de rádio muito bem sucedido atuando na Rede Mix.


Aproveite o vídeo pra matar saudade do vinil, dos cartuchos e suas cartucheiras que possibilitavam uma operação bem mais dinâmica. Saudade em estado bruto.

A 96 FM por Josenildo Caldas

Postado por Silvio Henrique em 21/06/11 10:57

Silvio Henrique e Josenildo Caldas, o homem do By Night



Recebo texto do colega Josenildo Caldas, apresentador do 96 By Night, ao qual transcrevo com prazer.

A 96 Fm é o cão.

Oi gente.

Estou aqui nesse blog meio de artista, porque na realidade nós que fazemos o rádio somos artistas da voz, da sedução através do som, artistas do mistério por estarmos às vezes tão longe e dizendo frases tão pertinho do coração.

É por isso que muita gente quer conhecer o comunicador do rádio ou mesmo o próprio rádio, com suas salas, seus microfones, o início de um programa e sua magia entrando no ar.

A 96 FM está completando 30 anos de sucesso pleno, ou seja, desde que nasceu até os dias atuais. Hoje século XXI, hoje internet, hoje on-line, hoje Led, hoje tudo na tela, tudo computadorizado.

Muita gente vai a 96 FM com aquela curiosidade e fica contente porque constata a beleza de uma máquina azeitada pra fazer e transmitir festa. Tanto no ar como no “Studio”, os locutores, ou mais do que isso, os “magos” da comunicação no Rio Grande do Norte, sabem com perfeição modelar esse “bem” tão precioso que é a alegria.

Mas a 96 FM tem outros segredos e eu quero aproveitar pra contar só um. O corredor de entrada, inclusive, é o mesmo da saída, há um desfile de mulheres bonitas, charmosas que estão sempre andando em busca de uma sala, de outra sala e assim o corredor vira uma passarela de mulheres com suas curvas derrapantes aos olhares até menos cobiçosos.
Acompanhar o modelo, os trejeitos, e porque não dizer, a sensualidade de cabelos caídos sobre os ombros a desfilar num tapete vermelho que só eu vejo. É pra lá de demais para um mortal.

A 96 FM é privilegiada, uma vez que elas andando, desfilam e para isso não cobram cachê. Estão trabalhando, prestando serviço e nesse serviço esbanjam feminilidade. Um dia desses um colega falou em transformar a 96 FM num mosteiro. A reação foi total: não..... nunca, jamais.

eixem em paz nosso querido harém.

Josenildo Caldas.

Desafios do comunicador de rádio

Postado por Silvio Henrique em 12/05/11 17:45

"Abra" os ouvidos de seu ouvinte




É sabido que o veículo impõe vantagens e desvantagens à figura do comunicador. Se, por um lado, a mobilidade consente ao ouvinte a possibilidade de passar horas ouvindo rádio realizando outras atividades, por outro, a mesma mobilidade pode distanciá-lo do comunicador, mesmo com o aparelho permanecendo ligado.


Enxerguemos um primeiro cenário: com o aparelho de rádio ligado na sala, o ouvinte pode transitar por toda a casa, quartos, banheiro, quintal, etc. sem deixar de escutá-lo. Mas certamente, ao estender uma roupa no quintal, estará relativamente distante do receptor (é preciso um volume incomum para escutar o som) a ponto de ou não escutá-lo ou apenas ouvi-lo, ou seja, apenas receber o som.


Um segundo cenário coloca o aparelho de rádio na cozinha onde uma dona de casa prepara o almoço concentradamente no que é veiculado pela emissora “X”. O pequeno espaço da cozinha (aliás, cada vez mais pequeno) possibilita à essa ouvinte uma atividade mais ativa no que se refere ao que é externado pela emissora.


Do ponto de vista empírico, pode-se dizer que essa aproximação permanente com o aparelho coloca a ouvinte em questão em um patamar mais avançado do que definimos como “ouvir”. Nesse caso, nossa ouvinte passa a “escutar” a rádio. Ou seja, abandona um estado passivo, automático (o ouvir) e passa a um estado mais ativo (o escutar) prestando certa atenção, onde há implícita uma dose de intencionalidade.


O teórico espanhol Ángel Faus Belau afirma que escutar implica uma atenção desperta, ativa. Segundo o autor, escutar engloba todo o circuito do pensamento, enquanto que ouvir não põe em jogo mais do que os canais do ouvido, algo involuntário. É evidente que tais formas não são permanentes ao longo da sintonia em uma determinada programação radiofônica. Elas se interpenetram com o transcorrer de um programa em proporções que variam de acordo com as circunstâncias.


Se a competente escuta radiofônica transcende o “ouvir”, é desafio do comunicador de rádio transferir o ouvinte de seu patamar inercial de escuta ambiental (o ouvir) para trazê-lo e, principalmente, mantê-lo em um estado híbrido de “escutar” e “prestar atenção”, o que resulta – por consequência – na compreensão e assimilação, ou seja, na mais satisfatória forma de audiência.

Pop x popular: transição nem sempre fácil

Postado por Silvio Henrique em 30/04/11 11:04



O cara tem estrada, experiência e histórias pra contar. Iniciando sua carreira em Mossoró, Jean Fernandes passou por diversas emissoras de Natal, entre elas Rádio Cidade, 98 e 96 FM. Bastante influenciado pela “escola pop” da Rádio Cidade, Pan e Transamérica, Jean teve – como poucos – a capacidade de adaptação ao rádio popular. Reduziu certa distância entre o ouvinte (determinada pelo perfil pop), e mergulhou competentemente em um universo que o coloca muito próximo de seu receptor, através do que poderíamos chamar de comunicação quente, criando profundos vínculos afetivos entre ambos.


A transição de Jean do rádio pop ao popular é mais um caso exemplar de que é possível mudar de perfil de comunicação sem traumas e de uma maneira extremamente competente.

No vídeo acima, produzido por Marcílio Dantas por volta de 1999 para um de seus seminários de rádio, é possível ver a antiga logomarca da 96 FM, a inserção da voz feminina no informativos da rádio (a participante no caso era a Rose Maciel), e o início do uso do PC no estúdio “A” (naquele momento o PC era usado apenas para veiculação de comerciais). No vídeo, já é notório o perfil popular da locução do Jean, que atualmente tem um programa na 95 FM, das 10:00 às 14:00h.


Não leve em consideração a qualidade do vídeo, pois o registro compensa.


Veja.

O fim de uma história?

Postado por Silvio Henrique em 17/04/11 04:45



Comenta-se que a Rede Transamérica será comprada por uma igreja evangélica. O objetivo seria montar a Rede Record News de rádio para concorrer com a Rede CBN, das Organizações Globo. Verdade ou não, o fato é que a Transamérica marcou época e, sob o comando artístico de Marcelo Braga (deixou a Rede Mix recentemente), a Transa moldou um estilo único em FM.


Seus pontos fortes eram uma segmentação muito bem definida, criatividade e uma irreverência nada fácil de copiar. De toda a sua grade de programação, um dos grandes destaques fica por conta do programa “Transalouca”, que ia ao ar às 17:00h. O áudio acima, de 1992, trás uma pequena parte do referido.


Preste atenção, também, no texto e na interpretação do Marcelo Braga na chamada que fala da liderança da rede na cidade de São Paulo. Criativamente e interpretação impecáveis.


Quem trabalhava em rádio nessa época e não teve passagem pela Transamérica (como eu) fica com um gostinho de “carreira incompleta”.


Vamos matar saudades. Ouça.

Fonte do áudio: DJ FRANÇOIS

A plástica e o rádio AM

Postado por Silvio Henrique em 14/03/11 15:25



Você pode questionar: “pô... Silvio Henrique só aborda questões referente ao FM potiguar, nunca ao AM”. Você tem razão. Dois pontos fundamentais limitam meus textos ao FM.

Primeiro, minha vida profissional se deu praticamente somente em FM (comecei na TV Tropical, mas só durou um ano, e tive uma passagem relâmpago cobrindo o Alecrim F. C. pela equipe de Jorge Audir na extinta Rádio Poty AM). Segundo – infelizmente – o nosso AM, nos últimos 20 anos, vem em queda livre.

Hoje, praticamente não há concorrência em Amplitude Modulada na cidade do sol. Os méritos ficam com a Rádio Globo Natal (640 KHZ), que resiste bravamente a tudo que é “tendência decadente”. E esse cenário acaba não gerando muitas histórias. É evidente que anos atrás o AM natalense produziu muito sucesso e fatos que ficaram na história, mas eu não os vivi.

A esperança do nosso AM é a digitalização, que chegará em breve e elevará a qualidade sonora destas emissoras. É bom ressaltar que tal tendência decadente é algo que praticamente só aconteceu no AM natalense. Em Assu, por exemplo, a Rádio Princesa do Vale AM (radioprincesadovale.com.br) continua líder de audiência em muitos horários, mesmo com a entrada de duas FM’s.

Em Recife, o AM continua muito bem ouvido e em Fortaleza, ainda hoje, é na Amplitude Modulada que estão os maiores comunicadores do rádio cearense. O áudio acima é uma amostra da vitalidade do AM fortalezense: uma vinheta do Programa João Inácio Jr da Rádio Verdes Mares (verdinha.com.br). Atente para a excelente plástica e para o bom número de quadros que o programa apresenta. É uma vinheta que muitas emissoras do segmento popular adoraria usar.

Fazer Rádio é Fazer Amigos

Postado por Silvio Henrique em 10/03/11 10:45

Plaquinha carinhosa presenteada pela Moniquinha



Não tenho a menor dúvida! Uma das maiores virtudes do rádio é a possibilidade de ampliarmos nosso círculo de amizades. Inevitavelmente, o comunicador estabelece vínculos profundos de amizade com seus ouvintes.


É incrível como duas pessoas, normalmente distante uma da outra, criam vínculos afetivos sem ao menos se conhecer pessoalmente. É provável que isso nasça na companhia estabelecida pelo rádio. Sim! Rádio é antes de tudo companhia.


E se fazemos saudáveis amizades com nossos ouvintes, imagine como é a relação com nossos colegas de trabalho. É realmente nossa segunda família.


No meu caso, posso me considerar privilegiado. Tive oportunidade de colocar muita gente boa no rádio potiguar e isso acabou gerando belas amizades. Uma delas foi a Moniquinha, como já falei aqui no blog. Há trezes anos, em 10 de março de 1998, Moniquinha (na época ainda Mônica Santos) me presenteou com a placa acima super carinhosa.


Gostaria de dividir esse carinho com todos os amigos que me acompanham também aqui no blog.
É como sempre digo: fazer rádio é fazer amigos.

O velho e bom Mazzei II

Postado por Silvio Henrique em 01/03/11 09:34



Continuo postando partes do primeiro programa “Julinho Top 1000” na poolwebradio.

Estréia é sempre estréia. Não rolando aquele friozinho na barriga não vale à pena.

Nesse áudio, percebe-se que Mazzei vai ficando à vontade durante o programa.


Ouça e sinta como Julinho nos emociona com seu jeito referencial de fazer locução em rádio.

O velho e bom Mazzei

Postado por Silvio Henrique em 17/02/11 10:11



Mesmo após 34 anos de microfone, Julinho Mazzei continua inquieto. E muito bom.


Após breve passagem na Poolwebradio, com seu excelente “Julinho Top 1000” – programa no qual tocava os grandes Hits que embalaram maravilhosos momentos de milhares de ouvintes durante toda sua carreira – o mestre (como é conhecido) está com novo projeto, também na web.

Em abril, Mazzei estará com a sua própria rádio na rede mundial de computadores (www.radioblog.com.br).

Apostando que a radioblog terá “a cara” do Julinho, a expectativa para ouvi-la já mexe comigo a partir de agora.

Postarei alguns áudios do ”julinho top 1000”.

Ouça a estréia do Mazzei na pool web radio.

Fonte do áudio: DJ François.

A vinheta "Brasil-Sil-Sil" na voz do próprio autor

Postado por Silvio Henrique em 19/12/10 09:43



Outro dia postei um áudio do então diretor da Rádio Globo, Mário Luiz, falando sobre a criação da vinheta “Brasil-Sil-Sil”. Agora, publico um áudio com o próprio Édmo Zarife (antigo comunicador da Rádio Globo) contando a história da criação de uma das mais famosas vinhetas do país.

PS: atente para a excelente vinheta do próprio Zarife no início do arquivo.

Fonte do áudio: Ricardo santos (Rádio Globo Natal).

Tempo Curto

Postado por Silvio Henrique em 02/11/10 06:56




Peço desculpas aos amigos leitores do blog pelo sumiço dos posts.

Explico: os últimos 60 dias foram dedicados à produção de Projeto Acadêmico e leituras para seleção de Mestrado da UFRN.

A partir da próxima semana estaremos de volta com muitas novidades e interatividade.

Agradeço de coração a compreensão de todos.

Até a próxima semana.

Silvio Henrique.

Vira e Mexe, só dá 96 - II

Postado por Silvio Henrique em 23/09/10 14:40



Após alguns meses no ar, a campanha “Vira e Mexe, só dá 96” ganhou um sentido que realmente incomodava a concorrência no FM natalense. Eu, por exemplo, trabalhava na Rádio Cidade (na época a maior concorrente da rádio) e tinha que ouvir a 96 execultar exaustivamente a vinheta do “Vira e Mexe” toda vez que saia resultado de pesquisa. Tentava-se, tentava-se, vira pra cá, mexe pra lá, mas a 96 FM sempre conseguia manter-se à frente da concorrência. A campanha era um maneira inteligente de se comemorar a manutenção da liderança.

Ai o sentido mais explorado pela campanha e certamente o que mais incomodava a concorrencia.

Ouça acima a versão a capela da vinheta “Vira e Mexe, só dá 96”.


Vira e Mexe, só dá 96 - I

Postado por Silvio Henrique em 06/09/10 15:30



Certamente a “Vira e Mexe, só dá 96” foi uma das campanhas mais bem feitas pela 96 FM. Ao que parece, a intenção inicial da rádio era explorar o duplo sentido da expressão. Perceba que girando ou – como diz a vinheta – “virando” o número 96 ele permanece inalterado. Ou seja, 96 de cabeça para baixo continua 96. Evidentemente esse é o sentido mais, digamos, ingênuo da campanha, que começou a ser veiculada por volta de 1989 e ganhou muita força nos meses seguintes (abordarei o motivo no próximo post). Nesse ano, nosso mercado era composto por três emissoras: 96 FM, Rádio Cidade e FM Tropical e a “briga” por audiência já se evidenciava.

Foram produzidas três versões de vinhetas. A primeira você confere agora.

Ouça.

Proveitosa Oficina de Rádio em Assú

Postado por Silvio Henrique em 10/08/10 16:02

Alunos da Oficina do Rádio em Assú - Agosto de 2010



Estive em Assú no último final de semana (dias 06, 07 e 08) ministrando o curso Oficina do Rádio. Praticamente todos os alunos já trabalham em rádio (alguns há mais de 10 anos). Assú, cidade de 50.000 habitantes, tem três emissoras de rádio: a Princesa do Vale (no ar 28 anos), a 104,9 FM (Comunitária) e a 89,9 FM (Educativa).

O bom nível técnico do rádio assuense e de alguns locutores de Paraú que estavam presente possibilitaram um excelente rendimento do curso. Foi um final de semana rico em discussões sobre técnicas de rádio, aliado a questões regionais. Realmente muito proveitoso. Outro fator relevante foi fazer novas e saudáveis amizades no rádio potiguar. Aprende-se muito com essa troca de experiências.

Agradeço a presença de todos.

Valeu Assú!!!

Valeu Galera!!!

Oficina do Rádio chega a Assú - RN

Postado por Silvio Henrique em 02/08/10 06:40

Capa da apostila do curso Oficina do Rádio


O curso Oficina do Rádio estará no próximo fim de semana na cidade de Assú, dias 06, 07 e 08 de agosto (sexta, sábado e domingo), no CEPROVA - Centro Profissionalizante do Vale do Assú.

A Oficina do Rádio, ministrado por Silvio Henrique, trata do processo da comunicação, ruído e fidelidade no veículo rádio, e objetiva desencadear no aluno uma percepção crítica e prática no sentido de levá-lo a compreender a estrutura geral do rádio, possibilitando o acesso àqueles que desejam trabalhar no veículo e aperfeiçoar a técnica de quem já atua.

Além de vários aspectos técnicos, o curso (que trata o rádio de uma maneira abrangente) aborda técnicas de programação musical, interação, promoção, com ênfase na locução. Também são abordados aspectos regionais, já que o veículo rádio se caracteriza como algo local.


As cidades vizinhas estão convidadas.

Para mais informações: Curso Ceprova (Assú): (84) 3331-1070




Vinhetas Cidade (pacote II)

Postado por Silvio Henrique em 29/07/10 15:02



Como prometi na postagem anterior, ai está o segundo pacote de vinhetas da Cidade.

Aperte no play e aumente o volume.

Vinhetas Cidade (pacote I)

Postado por Silvio Henrique em 26/07/10 14:45



Sempre ouvi uma afirmação comum sobre a plástica da Rádio Cidade: “essas vinhetas não envelhecem”, afirmam os amantes de plástica radiofônica.

Essas vinhetas, embora tenham sido “repaginadas”, foram produzidas há mais de 30 anos. Fizeram história e, ainda hoje, é gostoso ouvi-las. Imagine-se, caro amigo(a), no ar com alguma dessas trilhas e veja se dá ou não uma vontade de dar um pique. Elas têm uma musicalidade que não é pra qualquer uma. E o mais curioso: embora as vinhetas da Cidade tenham “nascidas” para uma programação ‘pop’, elas também se encaixam perfeitamente em um perfil popular de rádio. São alegres, mas, também, são populares.

Achei dois pacotinhos com essas vinhetas. Posto agora o primeiro.

Ouça.

A criação da vinheta "Brasil-Sil-Sil"

Postado por Silvio Henrique em 22/07/10 15:44



Algumas vinhetas fixam nos nossos ouvidos e nas nossas mentes. São vários os exemplos. Mas se tratando de rádio, a vinheta “Brasil-Sil-Sil” é emblemática. Essa vinheta foi produzida pelo sonoplasta José Cláudio Barbedo (o “Formiga) na voz do locutor Edmo Zarife (infelizmente falecido no início de 2000), nos estúdios da Rádio Globo do Rio de Janeiro em 1970 para o Sistema Globo de Rádio e Rede Glogo de TV (é tão forte que a TV passou a usá-la). Ela surge a partir da nescessidade de a rádio dar uma estética mais alegre às transmissões esportivas, além de dar um “toque de show” nas mesmas durante a Copa do Mundo daquele ano. Solicitada pelo então diretor da Rádio Globo, Mário Luiz, e pelo narrador esportivo Valdir Amaral, a intenção inicial era produzir um grito de guerra que levesse a Seleção Brasileira à frente.

Após a determinação, Zarife e Formiga entraram no estúdio “B” e gravaram várias frases e bordões em fitas de rolo e, duas horas depois, com um ouvido bastante apurado, Formiga ouviu tudo e disse: “Zarife, é essa!”. Resumidamente, essa história é contada no áudio acima pelo próprio Mário Luiz.

Ouça.

Fonte do áudio: Ricardo Santos (sonoplasta da Rádio Globo Natal)

A Cidade popular

Postado por Silvio Henrique em 08/07/10 14:09



Se uma das intenções do nosso blog é manter viva a história do FM natalense, cabe a postagem do vídeo acima. Ele se justifica para matarmos saudade, por exemplo, da mesa de áudio Scala (eu adora operar nessa mesa), do ritmo levemente exagerado da locução – buscando meio equivocadamente um “pique” ideal, dos CDs empilhados em uma estante ao fundo, dos aparelhos de MD (o Mini Disc substituiu as cartucheiras) e de algumas vinhetas trilha que aceleravam o ritmo de qualquer locutor. Esse vídeo também possibilita matar saudade de um bom momento vivido pela Rádio Cidade em Natal, quando assumiu uma programação popular mantendo sua famosa plástica jovem, aumentando assim a audiência. Isso foi em janeiro de 1999. Em abril do mesmo ano, cheguei a 96 FM. A qualidade de gravação não é boa, mas vale o registro.