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  • 04 de March de 2013

    Viúvo de fisioculturista morta no RN vira réu

    Alexandre Paes agora é formalmente acusado de homicídio qualificado. Para o MP, Fabiana Caggiano foi estrangulada pelo marido; ele é foragido

    Fonte: G1/RN

    Alexandre Paes agora é formalmente acusado de homicídio qualificado. Para o MP, Fabiana Caggiano foi estrangulada pelo marido; ele é foragido

    Empresário Alexandre Furtado Paes mantém mensagem de luto em seu perfil no Facebook (Foto: Reprodução/Facebook)

     

     O juiz Ricardo Procópio Bandeira, da 3ª Vara Criminal de Natal, aceitou nesta sexta-feira (1º) a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte contra o empresário paulista Alexandre Furtado Paes. Com isso, o viúvo da fisioculturista Fabiana Caggiano Paes, de 36 anos, morta no início de janeiro, em Natal, está formalmente acusado de assassinato. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça.

    Segundo o promotor Jovino Pereira da Costa Sobrinho, Alexandre foi denunciado pelo crime de homicídio, qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de a vítima se defender, além  de também responder ao agravante de ter modificado a cena do crime.

    Alexandre teve a prisão decretada em 25 de janeiro. Como ele não foi localizado e ainda não se apresentou à polícia, passou a ser considerado foragido.

    A defesa acrescenta que foi contratada pela família dele e que não sabe onde o paulista está. O mandado de 30 dias foi expedido para ser cumprido em Osasco, em São Paulo, onde Alexandre tem endereço fixo e a propriedade de uma academia de musculação. Ele nega o crime, alegando que a mulher teve um mal súbito durante o banho. Porém, exames periciais realizados no corpo da atleta  indicaram que ela foi morta por asfixiada mecânica (estrangulamento).

    De acordo com Jovino Pereira, o crime ainda tem mais um agravante pelo fato de Alexandre e Fabiana serem marido e mulher. A fraude processual, segundo o promotor, se configura pelo fato de Alexandre Paes ter adulterado a cena do crime.

    Relembre o caso

    Segundo o próprio empresário Alexandre Paes, na manhã de 28 de dezembro do ano passado, a mulher estava tomando banho quando ela teria sofrido uma queda repentina.

    O Samu foi acionado e já encontrou a paulista desacordada. No dia 2 de janeiro, no entanto, a fisioculturista morreu na UTI de um hospital particular de Natal. Familiares disseram que ela, enquanto esteve internada na UTI, permaneceu todo o tempo em coma induzido.

    Em razão da suposta queda, o corpo de Fabiana foi removido para autópsia no Instituto Técnico-Científico de Polícia do RN. Laudos preliminares revelaram que a vítima havia sofrido asfixia mecânica, com características de estrangulamento.

    No dia 23 de janeiro, após a conclusão dos laudos realizados pelo Itep, o delegado Frank Albuquerque confirmou que a fisioculturista fora assassinada. “As suspeitas foram confirmadas. Exames toxicológicos deram negativos. No entanto, os laudos complementares realmente apontam que Fabiana foi vítima de asfixia mecânica (estrangulamento)”, afirmou .

    O delegado acusou o empresário formalmente pelo crime. Ele foi indiciado por homicídio qualificado porque teria impossibilitado a defesa da mulher.